De uns tempos para cá isso vem mudando, fruto do trabalho e militância
de profissionais e estudantes da saúde mental, além de pacientes e familiares.
Hoje em dia é muito mais comum ver pessoas fazendo atendimento psicológico e
mostrando que é possível conviver normalmente com isso.
Em contrapartida, nas redes sociais atualmente pode-se observar certa exaltação desses distúrbios, sendo considerado bonito e interessante o vazio existencial, a tristeza, a melancolia. Se em 2006 existiam os chamados “emos”, pessoas que gostavam de parecer incompreendidas, tristes e revoltadas, em 2015 surgiram os “sad boys” e “sad girls”, caracterizados por uso de roupas de cores escuras, estética visual dos anos 90 e a exaltação de sentimentos negativos.
Em contrapartida, nas redes sociais atualmente pode-se observar certa exaltação desses distúrbios, sendo considerado bonito e interessante o vazio existencial, a tristeza, a melancolia. Se em 2006 existiam os chamados “emos”, pessoas que gostavam de parecer incompreendidas, tristes e revoltadas, em 2015 surgiram os “sad boys” e “sad girls”, caracterizados por uso de roupas de cores escuras, estética visual dos anos 90 e a exaltação de sentimentos negativos.
Parece interessante
até o ponto em que a tristeza e ansiedade se tornam bonitas apenas no Instagram
e nas festas indie. O problema não está no estilo ou na tendência, mas de tratar transtornos mentais como bonitos, enquanto muitas vezes, por trás das fotos, pessoas neuroatípicas ainda são tratadas como exageradas e com necessidade de atenção. É muito irônico a melancolia forjada que é exaltada, enquanto
casos reais são ignorados.
Não é bonito ficar sem ar e quase desmaiar quando sai de
casa sozinho, não é bonito se isolar, não é bonito ter pensamentos suicidas frequentes, não é tendência
não ter a mínima vontade de levantar da cama, perder a concentração e não
conseguir realizar atividades simples, caindo sobre si um grande sentimento de
culpa posteriormente. Transtornos mentais precisam de acompanhamento e apoio
dos que estão próximos, não precisam de fotos os glamourizando nas redes
sociais.

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