Cada pessoa tem uma frequência diferente. Parece clichê mas a frase "Cada pessoa que aparece na sua vida está enfrentando uma batalha que você não sabe nada a respeito" faz muito sentido.
Cada um tem uma maneira diferente de reagir diante das coisas que aparecem. Há pessoas otimistas e outras extremamente pessimistas, mas que continuam tentando todos os dias. Há pessoas extrovertidas e as que gaguejam nas entrevistas de emprego.
Há os centrados e os que desenvolveram déficit de atenção, precisando se esforçar muito para ler nem que seja uma lauda.
Há os que enfrentam algum tipo de câncer e os que enfrentam depressão.
Existem pessoas que passam fome, que estão nas ruas ou vivendo com 5 filhos em um só cômodo. Outras pessoas estão se sentindo sozinhas e pensando em suicídio nos seus condomínios de luxo.
Existem pessoas que não tiveram que trabalhar enquanto crianças mas que viram um irmão morrer.
Há pessoas boas que odeiam drogas, assim como há pessoas boas que estão viciadas nelas.
É preciso rever e assumir os próprios privilégios para respeitar a vivência de quem sempre foi oprimido, assim como desconstruir opressões enraizadas na nossa socialização enquanto brancos, ricos ou homens, é preciso apontar discursos problemáticos, entretanto a questão que estou tentando discorrer sobre é:
Por que precisamos sempre julgar tanto o outro? (Sim, isso parece discurso de igreja mas é sério) Por que precisamos sempre apontar que o que o outro passa é menor? Por que nossa empatia é seletiva e a acabamos por julgar, de uma forma até moralista, os problemas que são diferentes dos nossos?
Por que julgamos sempre que nossa opinião é a verdade absoluta e apenas os temas que temos interesse devem ser considerados? Por que em grupos de discussão, julgamos pessoas iniciantes em algum assunto que vem fazer perguntas consideradas como "básicas" ou "todo mundo já sabe"?
Por que julgamos de imaturos ou irresponsáveis aquelas pessoas que ainda não conseguiram se estabelecer por inúmeros motivos?
É por isso que eu agradeço aos dias introspectivos, pois a introspecção me permite refletir sobre essas coisas. Espero a cada dia sempre poder me livrar do 'eu sei mais', 'eu sou mais madura', 'fulano tá assim porque quer', 'eu milito melhor', eu, eu e eu.

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