Desde os 13 anos que
eu penso em cursar jornalismo, chegando a posteriormente abandonar um
curso de letras e vir para João Pessoa, estudar o que sempre quis.
De lá para cá tem sido um caminho de alegrias e frustrações,
principalmente diante da dificuldade do mercado e no setor de
estágios, porém ainda espero poder terminar a graduação e exercer
a profissão. Bom, eu não vou ficar o texto inteiro falando sobre os
perrengues que eu passo – apesar de que como capricorniana
resmungona, eu vivo sempre reclamando de tudo mesmo, mas hoje quero
falar sobre uma expressão que acredito que todo estudante de
jornalismo já ouviu alguma vez: “Vocês devem ser grandes
jornalistas”.
Seja em palestras, em sala de aula ou até de familiares e conhecidos, sempre dizem que devemos buscar ser assim, e uma coisa que eu tenho refletido bastante é: Ser um grande jornalista é ser um bom jornalista? Há distinção entre os termos e o que significa ser um ou ambos? Vamos lá…
Quando falam em “grandes jornalistas”, geralmente se trata de renomados, que estão em grandes veículos de comunicação, e na minha opinião, isso incentiva uma competição enorme entre os alunos ou recém-formados, que se forçam para mostrar que são melhores, muitas vezes abandonando até princípios éticos básicos para conseguir o que querem. Não estou querendo dizer que, precisamos ser “bonzinhos” o tempo inteiro, me refiro ao fato da necessidade de passar por cima do outro. Confesso que, até algum tempo atrás eu tinha vergonha de divulgar o que escrevo por medo do julgamento “nossa, ela faz jornalismo e escreve tão mal”, e não culpo quem faz isso, mas sim esse incentivo na competição de mercado extremamente egoísta e ambiciosa.
E quanto aos “bons jornalistas”, o que significa?
Ontem eu estava lendo sobre os jornais alternativos durante a ditadura, quantos jornalistas foram presos, torturados e nunca nem soubemos suas histórias? Certamente fizeram seu trabalho de forma excelente e não se tornaram “grandes”. Essas histórias me fascinam porque estamos sempre procurando ser "grandes" e para isso precisamos nos adequar ao modelo jornalístico da grande mídia que tudo se torna frustrante e chato: "Escreva assim, faça assado, linguagem formal, tenha contatos", e ao acompanhar relatos diferentes, posso ver novamente a comunicação pela qual sou apaixonada: A de múltiplas possibilidades.
Talvez eu tenha uma ideia de profissão muito utópica, e por causa de competições do mercado eu nunca poderei exercê-la. Entretanto, seja através da internet, seja na rua, sempre comunicarei o que penso e acredito, procurando explorar a área que é vasta. Mesmo trabalhando em outra coisa, mesmo sendo sempre anônima, acho que isso me dará satisfação, saber que estou sendo boa à minha maneira, por isso que a jornalista que espero ser, não é grande, é apenas boa no que gosta de fazer.
Seja em palestras, em sala de aula ou até de familiares e conhecidos, sempre dizem que devemos buscar ser assim, e uma coisa que eu tenho refletido bastante é: Ser um grande jornalista é ser um bom jornalista? Há distinção entre os termos e o que significa ser um ou ambos? Vamos lá…
Quando falam em “grandes jornalistas”, geralmente se trata de renomados, que estão em grandes veículos de comunicação, e na minha opinião, isso incentiva uma competição enorme entre os alunos ou recém-formados, que se forçam para mostrar que são melhores, muitas vezes abandonando até princípios éticos básicos para conseguir o que querem. Não estou querendo dizer que, precisamos ser “bonzinhos” o tempo inteiro, me refiro ao fato da necessidade de passar por cima do outro. Confesso que, até algum tempo atrás eu tinha vergonha de divulgar o que escrevo por medo do julgamento “nossa, ela faz jornalismo e escreve tão mal”, e não culpo quem faz isso, mas sim esse incentivo na competição de mercado extremamente egoísta e ambiciosa.
E quanto aos “bons jornalistas”, o que significa?
Ontem eu estava lendo sobre os jornais alternativos durante a ditadura, quantos jornalistas foram presos, torturados e nunca nem soubemos suas histórias? Certamente fizeram seu trabalho de forma excelente e não se tornaram “grandes”. Essas histórias me fascinam porque estamos sempre procurando ser "grandes" e para isso precisamos nos adequar ao modelo jornalístico da grande mídia que tudo se torna frustrante e chato: "Escreva assim, faça assado, linguagem formal, tenha contatos", e ao acompanhar relatos diferentes, posso ver novamente a comunicação pela qual sou apaixonada: A de múltiplas possibilidades.
Talvez eu tenha uma ideia de profissão muito utópica, e por causa de competições do mercado eu nunca poderei exercê-la. Entretanto, seja através da internet, seja na rua, sempre comunicarei o que penso e acredito, procurando explorar a área que é vasta. Mesmo trabalhando em outra coisa, mesmo sendo sempre anônima, acho que isso me dará satisfação, saber que estou sendo boa à minha maneira, por isso que a jornalista que espero ser, não é grande, é apenas boa no que gosta de fazer.

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